sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Saúde investiga mais uma morte por suspeita de dengue em MS

Vítima é um homem de 53 anos que morava em Alcinópolis.
Outras 11 mortes já haviam sido confirmadas, segundo boletim.

Do G1 MS

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Mato Grosso do Sul investiga mais uma morte por dengue, conforme boletim epidemiológico divulgado nesta quinta-feira (20). A vítima foi um morador de Alcinópolis, cidade distante 303 quilômetros de Campo Grande. Ao G1, a SES informou, por meio da assessoria de imprensa, que a vítima é um homem de 53 anos, que apresentou os primeiros sintomas da doença na última sexta-feira (14). Na terça-feira (18), ele foi internado, mas morreu no mesmo dia. Outras 11 mortes já haviam sido confirmadas neste ano. Na última semana, 94 casos de dengue foram notificados no estado. Em 2015, já foram registrados 29.415 casos da doença. Dos 79 municípios, 63 tem alta incidência. Iguatemi é a cidade com maior índice, com 1280 casos notificados e incidência de 8296,1 para 100 mil habitantes. Selvíria tem a segunda mais alta incidência, com índice de 5850,3 e 376 registros. Já em Sonora, tem o terceiro maior índice, com 5766,8 casos para 100 mil habitantes e 954 casos notificados. Com uma incidência de 1136,9 casos para 100 mil habitantes, o estado enfrenta uma epidemia da doença. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera epidemia quando um local tem incidência de 300 casos para 100 mil pessoas. Mortes
A SES confirmou a morte de 11 pessoas por dengue em 2015. Conforme o levantamento, são dois óbitos em Campo Grande, outros dois em Sonora e dois em Dourados. Corumbá, Juti, Maracaju, Paranhos e Três Lagoas confirmaram uma morte em cada município.
 




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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Queimadas no início de agosto crescem 28,5% em relação a 2014



O agricultor Adenilson Pereira Santiago, 47, de Nova Marilândia (MT), perdeu 900 hectares (o equivalente a 46 campos de futebol) de plantação de milho por causa de um incêndio no início do mês.
"Meu prejuízo foi de ao menos R$ 200 mil", conta. "Mas não dá para colocar a culpa em ninguém. Está muito seco, não chove desde o começo de junho e o vento está forte, o que faz com que o fogo se alastre muito rápido."
A escassez de chuva desde o segundo semestre de 2014 provocou um "estresse vegetal" e uma alta de 28,5% nos registros de queimadas no país nos primeiros dez dias de agosto na comparação com o ano passado, segundo o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).


Bruno Cidade/MidiaNews
11/08/2015: Queimada no aeroporto de Cuiabá/Várzea Grande. Foto: Bruno Cidade/MidiaNews ***Foto sem custo*** ***DIREITOS RESERVADOS. NÃO PUBLICAR SEM AUTORIZAÇÃO DO DETENTOR DOS DIREITOS AUTORAIS E DE IMAGEM***
Queimada chega ao aeroporto de Cuiabá (MT); a foto foi registrada no último dia 11
A falta de chuvas é resultado do El Niño, que está mais intenso neste ano. O fenômeno impede a formação de nuvens de chuva, favorecendo o calor e o tempo seco em quase todo o Brasil.
No ano, já foram detectados 48.687 focos de incêndio no país. O Estado com mais ocorrências é Mato Grosso.
"A situação é preocupante, porque há uma tendência de que os incêndios e queimadas se agravem devido à desidratação da vegetação", disse Christian Berlinck, coordenador de emergências ambientais do ICMBio, autarquia federal.
A pesquisadora Anna Bárbara Coutinho de Melo, do Inpe, diz que o tempo seco devem permanecer. O El Niñodeve ter seu pico entre outubro e novembro, e só deve se despedir no outono de 2016.
OUTROS DANOS
Além do prejuízo material, as queimadas causam danos à saúde, como agravamento de problemas respiratórios.
Em Mato Grosso, as aulas de educação física nas 753 escolas estaduais foram suspensas, afetando 410 mil alunos. A umidade do ar em Cuiabá está em 16% (o deserto do Saara registra, em média, entre os 10% e 15%), e não há previsão de chuvas para os próximos dias.


Cleidson Silva/Rondoniagora
Bombeiros apagam incêndio em queimada urbana na Zona Sul de Porto Velho no último domingo. Foto: Cleidson Silva/Rondoniagora ***DIREITOS RESERVADOS. NÃO PUBLICAR SEM AUTORIZAÇÃO DO DETENTOR DOS DIREITOS AUTORAIS E DE IMAGEM***
Bombeiros apagam incêndio em queimada urbana em Porto Velho (RO) no último domingo (16)
Em Rondônia, o prejuízo é ambiental. O fogo já consumiu parte do Parque Nacional dos Campos Amazônicos e de terras indígenas. Em Tocantins, 27 municípios da região sudeste do Estado estão em situação de emergência.
Em São Paulo, por sua vez, as queimadas atingem plantações de cana-de-açúcar e terrenos baldios. Do começo do ano até agora, já foram 1.119 casos. A maioria está na região oeste, seguida da noroeste e central.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Tereza Campello participa de entrega do Minha Casa Minha Vida em Anastácio


Cerimônia ocorreu simultaneamente em Campo Grande, Caxias (MA) e na capital maranhense

Foto: Ubirajara Machado/MDS
Brasília, 10 – Depois de cinco anos morando em uma invasão em Anastácio (MS), a beneficiária do Bolsa Família Adriana Flores dos Santos, 30 anos, quer mudar imediatamente para a casa nova que recebeu do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2), no Residencial Independência. “Quando chovia, entrava água no barraco”, conta ela, mãe de três filhos. Adriana recebeu as chaves da nova casa de dois quartos da ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, nesta segunda-feira (10) ao lado do prefeito da cidade Douglas Figueiredo. 

Adriana é uma das 809 famílias que foram beneficiadas com as obras do PAC 2 e do programa Minha Casa Minha Vida. No total, mais de 3 mil pessoas serão beneficiadas “Essa casa simboliza segurança e conforto para mim e para os meus filhos”, disse. Segundo a beneficiária, ainda hoje ela estará na nova habitação. 
     
Além de participar do Bolsa Família, Adriana fez cinco cursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), voltado para a população de baixa renda. Hoje, trabalha em um frigorífico na cidade. Aos finais de semana, ela também trabalha como manicure.

“Esta casa é mais um passo para que a Adriana melhore de vida e para que possa avançar junto com a comunidade”, destacou Tereza Campello. A ministra afirmou que esta segunda-feira é um dia de festa em Anastácio porque as famílias do Residencial Independência também receberam uma quadra poliesportiva, uma academia para a terceira idade e uma creche.

A ministra também explicou o motivo pelo qual os filhos de Adriana não participaram da entrega das chaves. “As crianças estão na escola, no lugar onde elas devem estar para ajudar a melhorar o país”, disse. 

Do total de famílias que receberam as casas em Anastácio, 63% participam do Bolsa Família – elas representam 24% da população beneficiada pela transferência de renda no município – e 93% estão inseridos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal. No total, mais de R$ 39 milhões foram investidos pelo governo federal para a construção das habitações no terreno doado pelo governo estadual. A mão de obra utilizada para a construção das moradias foi de beneficiários qualificados por meio do Pronatec. 

“Isso mostra que as ações sociais estão preservadas e garantidas. Isso é o que garante que o Brasil continue crescendo, em um cenário de crise internacional. Por que o Brasil é um dos países que viveu a crise com menos intensidade? Porque investiu no social, gerando emprego e gerando renda. E nossa perspectiva é que a gente retome essa trajetória de crescimento em breve”, ressaltou a ministra.

Em São Luís (MA), a presidenta da República, Dilma Rousseff, afirmou que, até o momento, quase 2,5 milhões de unidades foram entregues por meio do programa Minha Casa Minha Vida em todo o país. Segundo ela, os programas sociais serão mantidos e outras 3 milhões de famílias terão a oportunidade de conquistar a casa própria.

“O Brasil é muito mais forte do que este momento de dificuldade. É uma situação temporária, que vai passar rápido. Não abandonaremos os programas sociais, o Minha Casa Minha Vida, o Mais Médicos. Não vamos deixar de garantir que o acesso das pessoas mais pobres ao Prouni, ao Fies. Não vamos recuar no Bolsa Família”, destacou.

Nesta segunda-feira (10), foram entregues, simultaneamente, 4.467 moradias em Campo Grande, Anastácio, São Luís e Caxias (MA). Com isso, cerca de 17 mil pessoas estão sendo beneficiadas. 

Ascom MDS

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Manifestação de prefeitos teve adesão de 90% dos municípios, estima Assomassul

Objetivo da campanha é mostrar as consequências do corte de repasse da União

MARESSA MENDONÇA10 de Agosto de 2015 | 17h00
Reunião realizada na sede da Assomassul
(Foto: Edson Ribeiro)
Reunião realizada na sede da Assomassul
A manifestação contra cortes dos repasses financeiros da União aos municípios teve adesão de 90% dos prefeitos, conforme estimativa da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul). Durante o protesto realizado nesta segunda-feira (10), as portas das prefeituras do Estado foram fechadas.
Durante a manhã, os prefeitos participaram de reunião na sede da Assomasul. Na ocasião, o presidente da associação, Juvenal Neto (PSDB) disse que a situação dos municípios é delicada em decorrência de acordos que não têm sido cumpridos pelo Governo Federal.
Segundo ele, a União deveria ter repassado R$ 30 milhões em “restos a pagar” neste mês, mas acabou disponibilizando apenas R$ 14 milhões, impedindo a continuidade de 200 obras públicas. “Nós não estamos pedindo nada a ninguém, estamos cobrando aquilo que é de direito dos municípios”, declarou.
O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) que também participou do evento disse que a crise dos municípios tem reflexos no governo do Estado. “Hoje é um dia de alerta importante para mostrar as dificuldades que passam os municípios. Já fui prefeito de 97 a 2004 e tive de conviver com a crise. As dificuldades existem, hoje os municípios recebem mais responsabilidades de que a devida contrapartida”.
Os senadores Waldemir Moka e Simone Tebet, ambos do PMDB, também discursaram durante o evento. “Não vim aqui como senadora, vim como ex-colegas de vocês, sei das angústias dos prefeitos porque fui prefeita por oito anos. Essa é uma crise nunca vista na história dos municípios, hoje crise é política, é econômica é social”, disse Simome.
Moka compartilhou a mesma preocupação. “A crise financeira é muito grande, mas o que não podemos é desistir. Vamos nos unir para colocar esse país no trilho do desenvolvimento”, discursou.
Conforme a assessoria de imprensa da Assomassul, o objetivo da campanha, que terá continuidade nos municípios, é mostrar à população porque o dinheiro da arrecadação de impostos não está chegando como deveria na conta das prefeituras.
 

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

RS mostra a força da agricultura familiar


Jorge Cardoso/MMA
A ministra e os cooperados: história de sucesso
Boas práticas 3//Modelo inédito de produção mistura propriedade coletiva da terra e mecanismos de mercado para garantir renda a famílias de colonos
Por: Marta Moraes – Editor: Marco Moreira

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, esteve, nesta sexta-feira (07/08), na Cooperativa de Produção Agropecuária Nova Santa Rita (Coopan), no Assentamento Capela, no município de Nova Santa Rita, Região Metropolitana de Porto Alegre.

O assentamento e a cooperativa completaram, em 2014, 20 anos com um modelo inédito de produção que mistura propriedade coletiva da terra e mecanismos de mercado para garantir renda a dezenas de famílias de colonos, procedentes de um acampamento em Cruz Alta.
Trinta famílias do assentamento (de um total de 100) fazem parte da cooperativa, que possui, atualmente, 70 sócios e que colhe, por safra, mais de 50 mil sacas de arroz orgânico, além de criar suínos e produzir leite. A safra de arroz orgânico da reforma agrária no Rio Grande do Sul, em 2014, chegou a 350 mil sacas e a produção é certificada pelo Instituto de Mercado Ecológico (IMO).
EXPERIÊNCIA
Durante a visita, a ministra conheceu a infraestrutura da cooperativa e o local de beneficiamento e armazenamento do arroz. Na ocasião, ela ressaltou a experiência da produção do arroz agroecológico da cooperativa como um caminho a ser seguido por outros assentamentos e o significado da participação das mulheres na cooperativa como um exemplo para as gerações mais jovens.
No início do assentamento e da cooperativa os agricultores tentaram a produção tradicional do arroz, mas os produtores começaram a  apresentar muitos problemas de saúde. “Procuramos, então, fazer uma produção diferente, respeitando o trabalhador, o meio ambiente e o consumidor”, explica o diretor da Cooperativa, Nilvo Bosa. “Trocamos experiências com outros assentamentos e, hoje, conseguimos dominar a técnica de cultivo. Desde o início da produção do arroz orgânico, em 1999, passamos a vivenciar as vantagens desse tipo de produção.”
INFRAESTRUTURA
Além do cultivo do arroz orgânico, em 544 hectares, a Coopan abate cerca de 20 mil suínos e produz 118 mil litros de leite ao ano, num sistema sem empregados: os sócios são remunerados pelo número de horas trabalhadas, independentemente da atividade. Existem na cooperativa vários postos de serviços em atividade, que vão além da produção do arroz, suína e do leite. Há, por exemplo, uma padaria no local.
Com esse sistema. as famílias conquistaram mais qualidade de vida e renda com a produção desses itens. O assentamento Capela, que possui 2.160 hectares, proporciona a infraestrutura que as famílias precisam para produzir. Lá, elas, ainda, contam com espaços que asseguram a integração e o bem estar da comunidade.
Já na Cooperativa, da qual fazem parte 30% das famílias dos assentados, existe uma sede administrativa e uma creche, que acolhe os filhos das agricultoras e agricultores, enquanto os pais trabalham na produção de arroz. Tem também uma cozinha comunitária, um refeitório, uma quadra poliesportiva, campo de futebol, entre outras estruturas.  Cada família que integra a cooperativa tem um lote na área do assentamento. Mas o uso da terra é coletivo.
COMERCIALIZAÇÃO
Desde o preparo do solo para o plantio até o momento de comercialização, o arroz passa por diversas etapas. Tudo é planejado com antecedência pela diretoria coletiva e pelos cooperados, para que haja um manejo adequado e que as próximas safras também sejam garantidas. Parte da produção é vendida para mercados locais especializados em orgânicos e para supermercados de grandes cidades, como Porto Alegre, São Paulo e Brasília.
Mas a maior parte é vendida para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Segundo o diretor da Coopan, as medidas auxiliaram também na logística da comercialização. “Esses programas nos ajudaram a desenvolver e a melhorar a produção”, garante. “Produzimos no campo como sonhamos um dia e conseguimos entregar o produto.”

ARMAZENAMENTO
A renda da cooperativa vem também da prestação de serviços a parceiros. Os silos, por exemplo, abrigam a produção de outras cooperativas de sem-terra que não têm capacidade de armazenamento.  Ao longo dos anos de produção, os assentados foram adquirindo tecnologia, como máquinas de secagem e beneficiamento de arroz. Hoje, eles têm até tecnologia de embalagem a vácuo, o que faz com que a validade do produto seja de um ano.
A expectativa é gerar mais renda e manter os jovens no campo, de acordo com o diretor da Coopan. Para isso, os produtores estão investindo no envolvimento dos jovens nas atividades da cooperativa. “Nosso jovem participa ativamente. Temos vários postos de serviços, estimulamos os estudos deles, mostramos as vantagens de se ficar no campo. Essa experiência da cooperativa com o assentamento Capela é um sinal de que a reforma agrária dá certo”, afirma. Bosa lembra ainda que os assentamentos também exercem um papel importante nos municípios, movimentando a economia local.
SAIBA MAIS

O sistema de produção orgânica se baseia em princípios de agroecologia que buscam viabilizar a produção de alimentos e outros produtos necessários ao homem de forma harmônica com a natureza, com relações comerciais e de trabalho justas, e valorização da cultura e do desenvolvimento local. A produção agroecológica é melhor para a saúde do consumidor, do produtor e do meio ambiente. Traz também benefícios econômicos e sociais.
Acompanharam a ministra na visita o diretor do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Raimundo Deusdará, e o secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA (SEDR), Carlos Guedes de Guedes.
Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA) – (61) 2028.1165

domingo, 9 de agosto de 2015

Aumenta o cerco aos caminhões poluidores

Jorge Cardoso/MMA
Fumaça tóxica: risco ao homem e ao ambiente
Ibama e Polícia Rodoviária Federal reforçam operações nas estradas para evitar fraudes no aditivo Arla 32, que minimiza o lançamento dos óxidos de nitrogênio na atmosfera
Por: Paulenir Constâncio e Rafaela Ribeiro – Editor: Marco Moreira

A Polícia Rodoviária Federal e o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) intensificarão as operações nas estradas para coibir o boicote dos caminhoneiros ao Arla 32, aditivo que minimiza os óxidos de nitrogênio (NOx) emitidos pelos motores a diesel. O uso é obrigatório devido aos altos níveis de poluição atmosférica provocados pelo gás, que causa graves danos à saúde humana e ao meio ambiente nas grandes cidades. A ação já ocorreu em dois Estados nos meses de maio e junho, com resultados bastante significativos.
O trabalho em campo mostra que os motoristas de caminhão têm consciência, mas insistem na prática desse tipo de crime ambiental. Para reduzir seus custos, se arriscam até mesmo a ter o caminhão apreendido e pagar multas pesadas, superiores a R$ 50 mil.
ECONOMIA IRRISÓRIA
O Ibama já aplicou mais de R$ 300 mil em multas e apreendeu 23 veículos. Alguns ainda estão nos pátios dos órgãos fiscalizadores aguardando a quitação das infrações. Não utilizar o Arla 32, além de ser uma economia irrisória no custo total do transporte, leva a prejuízos futuros previsíveis aos proprietários de caminhões, além da perda da garantia do veículo por parte das concessionárias e montadoras.
Nessa quarta-feira (04/08), em Brasília, técnicos de órgãos envolvidos na regulamentação das emissões atmosféricas e na coordenação do Programa de Controle da Poluição Veicular por Veículos Automotores (Proconve) (Ministério do Meio Ambiente, Ministério da Saúde, Ibama, Polícia Rodoviária Federal, Cetesb-SP, INEA-RJ, INMETRO, ANP, entre outros) definiram a estratégia de controle das emissões de NOx, que incluem ainda três outras medidas.  A ideia é fechar o cerco para evitar as fraudes responsáveis pela poluição.
De acordo com a diretora de Qualidade Ambiental do MMA, Letícia Carvalho foi decidido o que será feito de agora em diante. “Além de intensificar a fiscalização nas estradas, o que já vem dando bons resultados, devemos levar os Estados a implantar, o mais rápido possível, os programas de inspeção veicular”, disse.
Criados pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) como uma obrigação dos Estados no âmbito do Proconve, o programa só está em operação no Rio de Janeiro. Os órgãos estaduais de fiscalização analisam as emissões dos motores, medindo o nível de concentração dos poluentes, inclusive dos NOx, e podem indicar se há ou não a correta manutenção do veículo.
NOVA TECNOLOGIA
Outra medida estudada é o aperfeiçoamento da tecnologia atual dos computadores de bordo que registram o que ocorre com os motores em sua vida útil. Os técnicos da indústria automobilística já estão estudando o assunto. Isso pode permitir que os órgãos fiscalizadores detectem as fraudes pelo dispositivo. Produtos semelhantes ao Arla 32 são utilizados mundialmente para o controle dos NOx.
Segundo o gerente de Qualidade do Ar da Secretária de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Rudolf Noronha, é preciso que cada um faça a sua parte para eliminar o problema dos NOx.
Estima-se que seja um dos principais problemas de saúde pública nas grandes cidades brasileiras. É um gás poluente com ação altamente oxidante, sua presença na atmosfera causa a formação do ozônio troposférico, que pode levar ao aumento de internações hospitalares, decorrente de problemas respiratórios, problemas pulmonares e alergias. No ambiente, pode levar a formação de chuvas ácidas. Além disso, tem um importante efeito nas mudanças do clima, agravando o efeito estufa. O Conama, por meio do Proconve, vem impondo à indústria automobilística limites de emissão de poluentes cada vez mais rigorosos, desde 1986. A utilização do Arla 32 pelos caminhões e ônibus é necessária desde 2012, quando se iniciou a Fase P7 do programa, com limites para os NOx extremamente rígidos para os veículos que utilizam óleo diesel.
Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA) – (61) 2028.1165

sábado, 8 de agosto de 2015


Baixa umidade do ar deixa seis estados e DF em alerta

  • 08/08/2015 10h50
  • Brasília
Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de baixa umidade do ar neste fim de semana para seis estados brasileiros – Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Tocantins, além do Distrito Federal.
A meteorologia alerta para potenciais riscos à saúde em razão da ausência de chuvas nestes estados. A baixa umidade do ar, comum no período da seca, principalmente no Centro-Oeste do país, pode provocar doenças respiratórias como rinite e asma.
“Mantenha-se vigilante e se informe regularmente sobre as condições meteorológicas. Inteire-se sobre os riscos que possam ser inevitáveis. Siga os conselhos das autoridades”, orientou o Inmet. Os médicos dizem que o principal é boa hidratação e alimentação saudável.
Bahia, Maranhão, Pará, Piauí e Rondônia registram alerta moderado de baixa umidade do ar. Neste caso, a situação é classificada como potencialmente perigosa e as orientações são manter-se informado sobre as condições do tempo previstas e não correr risco desnecessário.
Edição: Beto Coura

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Planaveg recebe contribuições até domingo

Paulo de Araújo/MMA
Oferta de mudas: incentivo ao replantio
Proposta busca fortalecer políticas públicas que favoreçam o acesso dos proprietários de terras a sementes e mudas de qualidade e com baixo custo, entre outras finalidades.
Por: Luciene de Assis - Editor: Marco Moreira
A proposta de Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), elaborada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), receberá contribuições até o próximo domingo (09/08). A área técnica do MMA recebeu até a última sexta-feira (07/08) 135 e-mails com sugestões e comentários. Participe escrevendo para planaveg@mma.gov.br

O objetivo do Planaveg é ampliar e fortalecer as políticas públicas, incentivos financeiros, mercados, boas práticas agropecuárias e outras medidas necessárias à recuperação da vegetação nativa de, pelo menos, 12,5 milhões de hectares, nos próximos 20 anos, principalmente em Áreas de Proteção Permanente e Reserva Legal, mas também em áreas degradadas com baixa produtividade.

CENTROS URBANOS
Das propostas recebidas durante o processo de consulta pública, iniciado em 23 de dezembro do ano passado, destacam-se as que visam incentivar a recuperação da vegetação nativa em centros urbanos; estimular o uso de sistemas agroflorestais como forma de recuperação de áreas e geração de renda aos produtores rurais; e promover a recuperação de áreas degradadas em Unidades de Conservação e terras indígenas, entre tantas outras.

De acordo com o diretor do Departamento de Conservação da Biodiversidade (DCBio/MMA), Carlos Alberto Scaramuzza, a análise preliminar das contribuições já recebidas indica a existência de pontos de aperfeiçoamento dos elementos de uma política e seu correspondente plano nacional para a recuperação da vegetação nativa em larga escala. “Trata-se de um aspecto relevante para o processo de implantação da Lei nº 12.651/2012”, reforça.

FINANCIAMENTO
O diretor do DCBio lembra que o Planaveg busca fortalecer políticas públicas que favoreçam o acesso dos proprietários de terras a sementes e mudas de qualidade e com baixo custo, a recursos para financiar o plantio de mudas, instalação de cercas e demais insumos necessários, e a assistência técnica para o desenvolvimento e implantação dos projetos de recuperação. Visa, também, ampliar e fortalecer as políticas públicas que promovam mercados relativos à venda de bens e serviços gerados pelas áreas recuperadas.

A proposta do Planaveg é resultado de parceria do MMA com o World Resources Institute (WRI), União Internacional para a Conservação da Natureza, União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN), Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS), Agência de Cooperação Técnica Alemã (GIZ, sigla em alemão) e Universidade de São Paulo (USP).
Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA): 2028-1165

Links:
Conheça a versão preliminar do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa

sábado, 1 de agosto de 2015

Desmatamento é Real - unilever.com.br‎

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    Desmatamento - Brasil Escola

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    O processo de desmatamento é um problema global, colocando em ameaça os recursos naturais, o meio ambiente e o equilíbrio ecológico do planeta.

    Desmatamento no Brasil – Wikipédia, a enciclopédia livre

    https://pt.wikipedia.org/wiki/Desmatamento_no_Brasil
    O desmatamento no Brasil é um dos grandes problemas ecológicos que o país enfrenta na atualidade. Várias são suas causas, e elas têm peso distinto nas ...

    Desmatamento: causas e consequências - Escola Kids

    www.escolakids.com/desmatamento-causas-e-consequencias.htm
    Entenda quais são as causas e consequências do desmatamento e descubra como as atividades humanas podem afetar o equilíbrio natural do planeta.

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  • "Teríamos evitado o desmatamento da Amazônia se tivéssemos olhado para o Cerrado"
    Revista Época‎ - 2 dias atrás
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    27 de mai de 2015 - O desmatamento da Mata Atlântica caiu 24% no período de 2013 a 2014, em comparação ao período de 2012 a 2013. Os dados são do Atlas ...

    Desmatamento Zero

    www.desmatamentozero.org.br/
    Salvar as florestas é mais do que uma obrigação dos brasileiros – é um direito. Faça parte da iniciativa popular pela lei do Desmatamento Zero e ajude a salvar ...