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terça-feira, 24 de abril de 2012
Homem confessa crime para atendente de telemarketing em MS (Postado por Lucas Pinheiro)
A Polícia Civil em Campo Grande está finalizando o inquérito sobre a morte de uma manicure, de 32 anos, assassinada a golpes de canivete no dia 19 de abril. O marido, que é o suspeito do crime, foi preso no mesmo dia e, antes de ser detido, confessou o crime para um primo e até para uma atendente de telemarketing. Na gravação feita pela empresa, divulgada ao G1 pela Polícia Civil, o homem diz que acabou de matar a mulher e que iria se entregar. (ouça o áudio).
A mulher foi morta com pelo menos 5 golpes de canivete. O crime aconteceu na casa dela, no bairro Nova Lima, onde também estavam 2 dos 5 filhos do casal. Segundo a Polícia Civil, ela e o suspeito estavam separados há um mês e ele não aceitava o fim do relacionamento.
Conforme registro da ocorrência na Polícia Civil, no dia 19 de abril, o suspeito foi até a casa da mulher e os dois discutiram. Segundo a delegada Rozely Molina, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), a menina de 12 anos chegou a dizer para o pai que ele não poderia entrar na casa. O alerta referia-se a uma medida protetiva expedida no dia 8 de abril, depois que a manicure registrou boletim de ocorrência por ter sido ameaçada pelo marido.
De acordo com a polícia, o marido já estava sendo considerado foragido quando recebeu a ligação da atendente de telemarketing, no mesmo dia. Na gravação, ele diz que vai se entregar, pois “está dando maior rolo”. A funcionária da empresa não acredita na confissão, mas ele insiste; “sério, vou mentir isso para quê?”.
Antes de se entregar, segundo a polícia, o suspeito também havia confessado o crime para um primo e disse que iria se matar. No encontro com essa testemunha, ele foi preso por policiais militares. A delegada diz que a gravação serve como mais um elemento de confissão, pois reafirma o que já consta no inquérito.
Para a investigação, segundo Rozely, é uma forma de assegurar que ele não mude a versão, dizendo que foi forçado a confessar o crime. O homem está detido na 4º Delegacia de Polícia.
A delegada conta que a gravação foi entregue ao Instituto de Criminalística, mas a polícia não tem dúvidas de que a voz é do suspeito. “Ele mostra uma frieza, porque acabou de cometer um crime e relatou os fatos com tamanha crueldade”, disse a delegada. No dia que foi preso, ele disse ao G1 que estava arrependido.
Rozely diz que ele será indicado por homicídio doloso, mas ainda não definiu as qualificadoras a serem utilizadas (motivo torpe, sem chance de defesa ou emprego de meio cruel). A polícia ainda irá interrogar algumas testemunhas e procura pelo canivete usado para matar a mulher Somente o cabo foi encontrado na casa.
Para o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul (OAB-MS), Leonardo Duarte, a gravação pode ser usada pela acusação, conforme o entendimento do promotor que futuramente será responsável pelo caso. Segundo Duarte, a confissão para a atendente não deve influenciar na qualificação do crime, mas não deixa dúvidas da autoria do homicídio. Veja o diálogo:
Suspeito - Acho que não vai dar para falar com você agora.
Atendente - Não vai dar seu ...?
Suspeito - Não, acabei de fazer uma cagadinha aqui... acabei de matar minha esposa.
Atendente - Oi?
Suspeito - Acabei de matar minha esposa e está dando o maior rolo. Acho que eu vou até me entregar agora.
Atendente - Ah é, até parece.
Suspeito - Estou falando sério mesmo, não estou brincando não.
Atendente - Sério? Eu não acredito...
Suspeito - Dei 4 ou 5 facadas, parece. Sério. Eu vou mentir isso para quê? Acabou de falecer agora, ela. Eu estou indo para a fazenda.
Suspeito - Ela morreu lá no Nova Lima, com 5 facadas.
Atendente - Por que?
Suspeito - É briga de marido e mulher.
Atendente - Sério?
Suspeito - Por isso que eu mudei de endereço. Eu ia mudar para cá, aí não deu mais certo. A gente começou a brigar e aconteceu isso. Tchau.
Atendente - Tá bom então seu..., obrigada.
A mulher foi morta com pelo menos 5 golpes de canivete. O crime aconteceu na casa dela, no bairro Nova Lima, onde também estavam 2 dos 5 filhos do casal. Segundo a Polícia Civil, ela e o suspeito estavam separados há um mês e ele não aceitava o fim do relacionamento.
Conforme registro da ocorrência na Polícia Civil, no dia 19 de abril, o suspeito foi até a casa da mulher e os dois discutiram. Segundo a delegada Rozely Molina, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), a menina de 12 anos chegou a dizer para o pai que ele não poderia entrar na casa. O alerta referia-se a uma medida protetiva expedida no dia 8 de abril, depois que a manicure registrou boletim de ocorrência por ter sido ameaçada pelo marido.
De acordo com a polícia, o marido já estava sendo considerado foragido quando recebeu a ligação da atendente de telemarketing, no mesmo dia. Na gravação, ele diz que vai se entregar, pois “está dando maior rolo”. A funcionária da empresa não acredita na confissão, mas ele insiste; “sério, vou mentir isso para quê?”.
Antes de se entregar, segundo a polícia, o suspeito também havia confessado o crime para um primo e disse que iria se matar. No encontro com essa testemunha, ele foi preso por policiais militares. A delegada diz que a gravação serve como mais um elemento de confissão, pois reafirma o que já consta no inquérito.
Para a investigação, segundo Rozely, é uma forma de assegurar que ele não mude a versão, dizendo que foi forçado a confessar o crime. O homem está detido na 4º Delegacia de Polícia.
A delegada conta que a gravação foi entregue ao Instituto de Criminalística, mas a polícia não tem dúvidas de que a voz é do suspeito. “Ele mostra uma frieza, porque acabou de cometer um crime e relatou os fatos com tamanha crueldade”, disse a delegada. No dia que foi preso, ele disse ao G1 que estava arrependido.
Rozely diz que ele será indicado por homicídio doloso, mas ainda não definiu as qualificadoras a serem utilizadas (motivo torpe, sem chance de defesa ou emprego de meio cruel). A polícia ainda irá interrogar algumas testemunhas e procura pelo canivete usado para matar a mulher Somente o cabo foi encontrado na casa.
Para o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul (OAB-MS), Leonardo Duarte, a gravação pode ser usada pela acusação, conforme o entendimento do promotor que futuramente será responsável pelo caso. Segundo Duarte, a confissão para a atendente não deve influenciar na qualificação do crime, mas não deixa dúvidas da autoria do homicídio. Veja o diálogo:
Suspeito - Acho que não vai dar para falar com você agora.
Atendente - Não vai dar seu ...?
Suspeito - Não, acabei de fazer uma cagadinha aqui... acabei de matar minha esposa.
Atendente - Oi?
Suspeito - Acabei de matar minha esposa e está dando o maior rolo. Acho que eu vou até me entregar agora.
Atendente - Ah é, até parece.
Suspeito - Estou falando sério mesmo, não estou brincando não.
Atendente - Sério? Eu não acredito...
Suspeito - Dei 4 ou 5 facadas, parece. Sério. Eu vou mentir isso para quê? Acabou de falecer agora, ela. Eu estou indo para a fazenda.
Suspeito - Ela morreu lá no Nova Lima, com 5 facadas.
Atendente - Por que?
Suspeito - É briga de marido e mulher.
Atendente - Sério?
Suspeito - Por isso que eu mudei de endereço. Eu ia mudar para cá, aí não deu mais certo. A gente começou a brigar e aconteceu isso. Tchau.
Atendente - Tá bom então seu..., obrigada.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Há cinco meses das eleições, indefinições marcam disputa nas cinco maiores cidades de MS
Apesar da proximidade das eleições de sete de outubro, indefinições marcam a disputa eleitoral nos cinco principais colégios eleitorais de Mato Grosso do Sul. Em Campo Grande, partidos ainda analisam se confirmam ou não pré-candidatura e até agora nenhum vice foi confirmado. Em Dourados, o PMDB não bateu o martelo sobre a corrida eleitoral e a incerteza acirra a disputa pela vaga de vice do prefeito Murilo Zauth (PSB).
Até agora, na Capital, lançaram a pré-candidatura a prefeito os deputados federais Vander Loubet (PT), Edson Giroto (PMDB) e Reinaldo Azambuja (PMDB). O deputado estadual Alcides Bernal (PP) e o vereador Athayde Nery (PPS) também apresentaram seus nomes, mas dependem de estrutura financeira para viabilizar o projeto.
A possibilidade de não entrar no embate, com frequência, gera boatos de desistência e incentiva assédio, principalmente, por parte dos governistas.
A indefinição é pior ainda quando o assunto é a escolha do vice. Até agora, nenhum partido confirmou os respectivos companheiros de chapa e, por ser governista, a maior “falação” gira em torno do parceiro de chapa de Giroto. O PDT, por exemplo, exige em troca da aliança a vaga.
Dourados
No segundo maior colégio eleitoral do Estado, o PMDB local repete constantemente o projeto de candidatura própria, mas “empurra com a barriga” o anúncio do nome do pré-candidato, adiado na semana passada pela terceira vez.
A indefinição só beneficia o prefeito Murilo Zauith que usa a vaga de vice para manter firme seu arco de aliança formado por 15 partidos. O problema é que todos os aliados estão de olho na vaga. O PT, atual detentor do cargo, indica não abrir mão do cargo e o PDT só fechará aliança em troca do espaço na chapa majoritária.
Corumbá
No município, só o PT anunciou a pré-candidatura do deputado estadual Paulo Duarte, que promete só nos “45 minutos do segundo tempo” anunciar o nome do parceiro de chapa. Estão de olho na vaga, o PSD e o PDT.
Favorito na disputa, Duarte assiste os adversários “quebrarem a cabeça” para escolher o candidato para enfrentá-lo. Inicialmente com o apoio de toda Câmara e até do senador Delcídio do Amaral (PT) e do governador André Puccinelli (PMDB), o presidente do Legislativo municipal, vereador Evander Vendramini (PP), cada dia que passa vê um aliado o abandonar.
Agora, surgiu o nome de Solange Vieira (PMDB) para dividir a missão de representar a oposição na disputa eleitoral.
Três Lagoas
Em Três Lagoas, o PMDB e PSD devem polarizar a disputa pela prefeitura. A prefeita Márcia Moura (PMDB) corre atrás da reeleição e tem pela frente a missão de derrotar o popular vereador Ângelo Guerreiro (PSD). Nenhum dos dois escolheu seu vice e ambos usam a vaga para negociar aliança.
Ponta Porã
O cenário eleitoral em Ponta Porã, quinto maior colégio eleitoral do Estado, começou a se clarear apenas na semana passada. Primeiro, veio o anúncio do PMDB de apoiar a pré-candidatura de Álvaro Soares (PR).
No fim de semana, no entanto, o ex-deputado federal constituinte Gandi Jamil (PMDB) anunciou sua pré-candidatura a prefeito, devolvendo a instabilidade ao cenário eleitoral.
Do outro lado, o prefeito Flávio Kayatt (PSDB) trabalha para viabilizar a pré-candidatura a prefeito do ex-secretário municipal de Obras e Infraestrutura, Helio Peluffo Filho (PSDB).
sexta-feira, 6 de abril de 2012
ESTREIA-"Xingu" sintetiza
a trajetória dos
irmãos Villas-Boas
- SÃO PAULO, 5 Abr (Reuters) - Toda vez que se fala na questão indígena no Brasil, uma referência imediata está nos irmãos Villas-Boas.
PARA ACESSAR A ÍNTEGRA DA MATÉRIA, CLIQUE NO SEGUINTE LINK:
http://entretenimento.br.msn.com/estreia-xingu-sintetiza-a-trajet%C3%B3ria-dos-irm%C3%A3os-villas-boas-2
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segunda-feira, 2 de abril de 2012
Mãe diz que filho foi agredido em escola pública em Campo Grande (Postado por Lucas Pinheiro)
A funcionária pública Mônica Gonçalves de Oliveira, de 38 anos, procurou a Polícia Civil para denunciar uma possível agressão sofrida pelo seu filho, de 12 anos, em uma escola municipal de Campo Grande. O caso aconteceu na última terça-feira (27), e o menino, que está no 7º ano, ainda não voltou a frequentar as aulas porque está de licença médica.
O adolescente teve hematomas no olho esquerdo e, segundo a mãe, teve uma fratura no rosto. Ele precisou levar alguns pontos por conta de um corte na sobrancelha.
O menino relatou à mãe que foi agredido por outro aluno, dentro da sala, durante uma aula de artes visuais. “Eu fui lavar o meu pincel que estava sujo de tinta, em uma pia que fica dentro da sala mesmo. Quando terminei, chacoalhei o pincel para sair toda a água. Ele ficou irritado porque respingou nele, aí me pegou pela gola da camiseta, me levou para trás de um quadro e me enforcou. Eu desmaiei e não vi mais nada”, contou o menino.
Segundo a mãe, no dia da agressão, a direção da escola ligou para a família e informou sobre o fato. O menino, foi levado até a Santa Casa pelos próprios pais.
Ainda segundo a mãe, a direção da escola se recusou a fornecer informações sobre o aluno que teria feito as agressões. O caso foi registrado como lesão corporal dolosa e será investigado pela Polícia Civil.
Medo
O adolescente disse que está com medo de reencontrar o aluno que teria feito as agressões e por isso não quer voltar para a escola. “Se ele continuar na minha sala, prefiro mudar de colégio”, afirmou.
A mãe informou à polícia que acionou o Conselho Tutelar para pedir que sejam tomadas providências em relação ao aluno que teria cometido a agressão. “Dessa vez foi o meu filho, amanhã ou depois, pode acontecer com o filho de outra pessoa”, enfatizou.
Ela afirmou ainda que pretende entrar com uma ação judicial de danos morais contra a escola.
Escola
Procurada pelo G1, a direção da escola disse que todas as providências em relação a agressão foram tomadas. A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Educação (Semed) informou que no dia da briga entre os alunos, os pais do estudante agressor e do agredido foram comunicados.
Conforme o regimento da Semed, o aluno agressor foi suspenso por três dias e os pais foram avisados para que advertissem o filho. A secretaria informou ainda que a escola prestou toda assistência ao aluno agredido.
O adolescente teve hematomas no olho esquerdo e, segundo a mãe, teve uma fratura no rosto. Ele precisou levar alguns pontos por conta de um corte na sobrancelha.
O menino relatou à mãe que foi agredido por outro aluno, dentro da sala, durante uma aula de artes visuais. “Eu fui lavar o meu pincel que estava sujo de tinta, em uma pia que fica dentro da sala mesmo. Quando terminei, chacoalhei o pincel para sair toda a água. Ele ficou irritado porque respingou nele, aí me pegou pela gola da camiseta, me levou para trás de um quadro e me enforcou. Eu desmaiei e não vi mais nada”, contou o menino.
Segundo a mãe, no dia da agressão, a direção da escola ligou para a família e informou sobre o fato. O menino, foi levado até a Santa Casa pelos próprios pais.
Ainda segundo a mãe, a direção da escola se recusou a fornecer informações sobre o aluno que teria feito as agressões. O caso foi registrado como lesão corporal dolosa e será investigado pela Polícia Civil.
Medo
O adolescente disse que está com medo de reencontrar o aluno que teria feito as agressões e por isso não quer voltar para a escola. “Se ele continuar na minha sala, prefiro mudar de colégio”, afirmou.
A mãe informou à polícia que acionou o Conselho Tutelar para pedir que sejam tomadas providências em relação ao aluno que teria cometido a agressão. “Dessa vez foi o meu filho, amanhã ou depois, pode acontecer com o filho de outra pessoa”, enfatizou.
Ela afirmou ainda que pretende entrar com uma ação judicial de danos morais contra a escola.
Escola
Procurada pelo G1, a direção da escola disse que todas as providências em relação a agressão foram tomadas. A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Educação (Semed) informou que no dia da briga entre os alunos, os pais do estudante agressor e do agredido foram comunicados.
Conforme o regimento da Semed, o aluno agressor foi suspenso por três dias e os pais foram avisados para que advertissem o filho. A secretaria informou ainda que a escola prestou toda assistência ao aluno agredido.
sábado, 31 de março de 2012
Senador do DEM erachamado de "chefe" ediscutia ações no Congresso
'Chefe', senador discutia ações no Parlamento
Um dos principais operadores da organização criminosa comandada pelo contraventor Carlinhos Cachoeira, o sargento reformado da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, tratava o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) por 'chefe'. Diálogo telefônico interceptado pela Polícia Federal em junho de 2009, no âmbito da Operação Vegas, mostra Demóstenes em posição de comando, passando ordens para Dadá e coordenando ações dentro do Senado.
'Entendeu o que eu falei?', indaga Demóstenes ao final da explicação sobre as ações desenvolvidas no Parlamento. 'Entendi, entendi. Eu vou avisar pra eles, mas... mesmo assim ficou bom, né chefe?', responde Dadá.
Referindo-se à mobilização política que comandava para aprovação de medidas legislativas, Demóstenes atualiza o ex-sargento: 'É, ficou bom porque dá pra acudir, foi bom ter trazido o tema, (mas) não dá pra fazer nada em uma semana, nada, a não ser discurso. Isso não resolve, até porque eu já tô com a lista que você me passou. É... na hora que o presidente anunciar o negócio, eu convoco uma audiência pública pra discutir o tema'.
Dadá demonstra ter contatos na mídia para difundir interesses do grupo: 'Aí eu aviso a imprensa'. Demóstenes encerra a ligação, de menos de três minutos: 'Mas pode ter certeza que o negócio vai ser polêmico'.
A operação Vegas, realizada em 2009, levantou indícios que resultaram em outra operação, a Monte Carlo, desencadeada em 29 de fevereiro passado, na qual foi desarticulara uma ampla rede de jogos ilegais comandada por Cachoeira. Ele e Dadá estão presos à disposição da Justiça.
A Vegas indiciou várias pessoas, mas a parte que alcança Demóstenes e outros parlamentares era desconhecida até agora porque, por envolver réus com prerrogativa de foro especial, a investigação dependia de pedido de inquérito da Procuradoria-Geral da República ao Supremo Tribunal Federal (STF), o que não foi feito na ocasião.
Gravações. As primeiras gravações da Operação Vegas foram divulgadas esta semana pelo jornal O Globo e Jornal Nacional. Elas mostram que Demóstenes usou o mandato para intermediar interesses de Cachoeira, de quem receberia propinas, presentes caros e favores. O Globo revelou conversas em que ele acerta com Cachoeira táticas que vão da interferência em processo judicial ao lobby pela legalização dos jogos de azar. Demóstenes trata até de licitações na Infraero na época em que era relator da CPI do Apagão Aéreo.
Nas conversas, em que Demóstenes chama Cachoeira de 'Professor' e é tratado de 'Doutor', o contraventor, como informou o jornal, manda o senador fazer um levantamento sobre um projeto de lei relacionado a jogos de azar. Em razão das provas, o STF abriu inquérito e quebrou o sigilo bancário do senador.
Demóstenes confirmou que é amigo de longa data de Cachoeira, mas silenciou-se quando surgiram as provas do envolvimento dele com a organização. O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro disse que os diálogos que incriminam o senador foram colhidos de forma ilegal e serão anulados. 'O senador está muito abalado com as acusações que ferem sua imagem, mas juridicamente estamos tranquilos.'
quarta-feira, 21 de março de 2012
Príncipe inglês faz turismo no Pantanal sul-mato-grossense
terça, 13 de março de 2012sO príncipe Harry de Gales está fazendo turismo no Pantanal de Mato Grosso do Sul, informou esta noite a TV Morena, segundo a qual, o integrante da realeza inglesa desembarcou às 9 horas de um avião de carreira no Aeroporto Internacional de Campo Grande, seguindo logo depois, num avisão particular, para o Pantanal, onde deverá ficar por três dias.
Ainda segundo a emissora, Bonito também estaria noroteiro turístico de Harry por Mato Grosso do Sul. O príncipe retorna à Inglaterra na próxima segunda-feira.
ORGULHO DA RAINHA
O príncipe Harry de Gales espera que sua avó, a rainha Elizabeth II, se sinta orgulhosa de sua viagem pelo Caribe e pelo Brasil por causa do Jubileu de Diamantes da soberana, informou nesta segunda-feira a emissora britânica BBC. O príncipe Harry classificou o percurso por Belize, Jamaica, Bahamas e Brasil como "emocionante" e afirmou que, antes de partir, teve uma conversa com a rainha na qual ela lhe desejou boa viagem.
"Ela me disse: "aproveite, espero que me faça sentir orgulho". Foi uma conversa típica de avó e neto", comentou o príncipe à BBC ainda no Brasil, onde se encontra nesta segunda-feira em visita privada após fechar no domingo sua viagem oficial. O príncipe, que confessou se sentir "exausto", agradeceu o "calor" das boas-vindas que recebeu em cada um dos roteiros da viagem, a primeira oficial que realiza sozinho representando Elizabeth II, 85 anos, que está há 60 anos no trono britânico.
"Pessoalmente não tinha nem ideia de quanta influência a Rainha tem em todos estes países. Para mim foi uma lição de humildade, e de fato, continua me surpreendendo às vezes a forma como é celebrado seu 60º aniversário", afirmou o príncipe, 27 anos, o terceiro na linha sucessória.
Após seis dias nos quais, entre outros atos, correu junto com o atleta jamaicano Usain Bolt, dançou em Belize e jogou polo no Brasil, o príncipe Harry expressou sua satisfação por ter se envolvido de "forma ativa" nas celebrações do Jubileu e não ter se limitado apenas a participar dos atos. Após visitar as ex-colônias britânicas, membros da Commonwealth, Harry chegou na sexta-feira ao Brasil, onde visitou favelas e conheceu o trabalho de diferentes organizações beneficentes.
"O mais importante em minha vida são as crianças. Não sei se é algo que herdei da minha mãe ou do meu pai, mas sinto que tenho uma enorme criança dentro de mim, me conecto e sempre me conectarei com as crianças", afirmou. No Brasil, ele anunciou seu desejo de estender a outros países o trabalho de sua ONG Sentebale, que ajuda crianças órfãs com aids no país africano de Lesoto. "Não é só no Lesoto. Acho que há crianças desfavorecidas ao redor do mundo que não têm esperança e precisam de ajuda, inclusive no Reino Unido e no Brasil. Entendo que sou um privilegiado por estar na posição na qual estou", afirmou.
ORGULHO DA RAINHA
"Pessoalmente não tinha nem ideia de quanta influência a Rainha tem em todos estes países. Para mim foi uma lição de humildade, e de fato, continua me surpreendendo às vezes a forma como é celebrado seu 60º aniversário", afirmou o príncipe, 27 anos, o terceiro na linha sucessória.
"O mais importante em minha vida são as crianças. Não sei se é algo que herdei da minha mãe ou do meu pai, mas sinto que tenho uma enorme criança dentro de mim, me conecto e sempre me conectarei com as crianças", afirmou. No Brasil, ele anunciou seu desejo de estender a outros países o trabalho de sua ONG Sentebale, que ajuda crianças órfãs com aids no país africano de Lesoto. "Não é só no Lesoto. Acho que há crianças desfavorecidas ao redor do mundo que não têm esperança e precisam de ajuda, inclusive no Reino Unido e no Brasil. Entendo que sou um privilegiado por estar na posição na qual estou", afirmou.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Visão Ecológica - Por Edson Paim & Rosalda Paim
Visão Ecológica é a expressão cunhada por Rosalda Paim, quando da elaboração de sua Teoria Sistêmica de Enfermagem (1967/74) para denotar a visualização ou o estudo de quaisquer sistemas. mediante o prisma ou a perspectiva da Ecologia e, constitui uma etapa intermediária, utilizada para a elaboração, na esteira da Complexidade, do Pensamento Sistêmico Ecológico Cibernético Informacional (PSECI), o qual corresponde ao quadro de referência ou base filosófico da sua "Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética de Enfermagem.
A Visão Ecológica ou Perspectiva Ecológica constitui o segundo capítulo do Livro SISTEMISMO ECOLÓGICO CIBERNÉTICO - UM PARADIGMA HOLÍSTICO, 4a. Edição - 2004 - 342 p., de autoria de Edson Paim & Rosalda Paim, o qual é apresentado a seguir:
VISÀO ECOLÓGICA
1 - Princípio da Universalidade Ecológica
2 - Princípio Genético-Ambiental
VISÀO ECOLÓGICA
A visão ecológica é a percepção da realidade sob a ótica, sob o prisma, sob a perspectiva daEcologia.
No capítulo anterior, apresentamos o Sistemismo como o primeiro degrau da metodologia Sistêmica Ecológica Cibernética ou Eco-sistemismo Cibernético.
A Visão Ecológica constitui o segundo degrau do referido quadro de referência, como veremos no terceiro capítulo, intitulado Sistemismo Ecológico.
A par da utilização do enfoque sistêmico da Ecologia, proposto no capítulo anterior, preconizamos a abordagem, simultânea, dos sistemas, tanto sob os cânones do Sistemismo, como através do prisma da Ecologia, resultando daí, uma dupla perspectiva: Sistêmica e Ecológica..
Recíproca e simultaneamente, advogamos o emprego da abordagem do ambiente sob uma perspectiva sistêmica, com base nos cânones daTeoria Geral dos Sistemas (Sistemismo), além da sua óbvia focalização sob o prisma eminentemente ecológico, surgindo, então, a Ecologia Sistêmica.
Desta estratégia resulta a necessidade de utilização de um sistema discursivo ecológico na visualização dos sistemas e, vice-versa, a aplicação de uma linguagem sistêmica na descrição do ambiente dos sistemas, estratégia capaz de enriquecer, tanto o próprio estudo do sistema como o do respectivo ambiente.
O estudo de um determinado sistema, sem se considerar o ambiente que o envolve, se tornaria uma abordagem insuficiente, limitativa, fragmentária ou reducionista, tendo em vista que as condições ambientais que envolvem o sistema o afetam de modo significativo e, vice-versa.
Na verdade, o ambiente afeta o sistema, tanto quanto por este é afetado, "vivendo" ambos, em permanente interação recíproca.
Segundo Edgar Morin1, “a nova teoria biológica, por mais incompleta que ainda seja, altera a noção de Vida. A nova teoria ecológica, por mais embrionária que seja, altera a noção de Natureza. A ecologia é uma ciência natural, fundada por Haeckel em 1873, que se propõe a estudar a relações entre os organismos e o meio, onde eles vivem.”
O mesmo autor prossegue::
“Todavia, seja pelo fato da preocupação ecológica ter permanecido menor no conjunto das disciplinas naturais, seja porque o meio era concebido essencialmente como um molde geoclimático por vezes formativo (lamarckiano), outras vezes seletivo (darwiniano), em cujo seio as espécies vivem numa desordem generalizada e em que apenas reina uma lei, a do mais forte ou do mais apto, a verdade é que a ciência ecológica só recentemente concebeu a comunidade dos seres vivos (biocenose) num espaço ou “nicho” geofísico (biótopo), constituindo, juntamente com este, uma unidade global ou ecossistema. Porque razão sistema?
Ele próprio responde:
- “Pelo fato de que o conjunto das sujeições, das interações, das interdependências, no seio do nicho ecológico, constitui apesar e através de eventualidades e incertezas, uma auto-organização espontânea. Com efeito, equilíbrios criam-se e recriam-se entre índice de reprodução e índices de mortalidade. Estas regularidades, mais ou menos flutuantes, estabelecem-se partindo das interações.”
Apesar dos conflitos e antagonismos existentes entre os seres vivos e o ambiente, das associações harmônicas e desarmônicas (inter)intra-espécies, do funcionamento da cadeia alimentar, há um notávelequilíbrio ecológico, pois os ecossistemas possuem a capacidade deauto-regulação e auto-organização, determinado, enfim, pelo clima de cooperação e competição
“Há complementaridades que se estabelecem partindo das associações, simbioses e parasitismo, mas também entre comedor e comido, entre predador e presa, há hierarquias que se estabelecem entre as espécies; assim, da mesma forma que nas associações humanas em que não só as hierarquias, mas também os conflitos e as solidariedades se encontram entre os fundamentos do sistema organizado, a competição (matching) e o ajuste (fitting) são alguns dos fundamentos complexos do ecossistema. Através de todas estas interações, constituem-se os ciclos fundamentais: da planta ao herbívoro e ao carnívoro, do plancto ao peixe e ao pássaro: um ciclo gigantesco em que a energia solar produz o oxigênio, absorve o gás carbônico e une, por meio de mil retículos, o conjunto de seres do nicho ao planeta; nesse sentido o ecossistema é, por certo, uma totalidade auto-organizada. Assim, não era um delírio romântico considerar a Natureza um organismo global, um ser matricial, desde que não se esqueça de que essa mãe é criada por seus próprios filhos e de que ela também é madrasta, utilizando também a destruição e a morte como meio de regulação. 2”
A destruição e a morte constituem mecanismos de “feedback”, ou cibernéticos, de regulação e controle da natureza, buscando permanentemente o equilíbrio ecológico, tudo a serviço dabiodiversidade.
Qualquer sistema persiste inserido em um ambiente, com o qual se relaciona (o ser e o ecossistema). Os sistemas só podem existir noambiente. Há apenas uma exceção: o único sistema sem ambiente é o próprio universo, pois não podemos conceber algo em seu entorno, constituindo, nesta acepção, um sistema fechado.
Um sistema de qualquer natureza, adicionado de seu ambiente, corresponde à totalidade douniverso.
“A ecologia ou, antes, a ecossistemologia (Wildem, 1972), é uma ciência que nasce, mas que já constitui uma contribuição primordial para a teoria de auto-organização do ser vivo e, no que diz respeito à antropologia, reabilita a noção de Natureza e, nela, enraíza o homem. A natureza já não é desordem, passividade, meio amorfo: é sim, uma totalidade complexa. O homem não é uma entidade estanque em relação de autonomia/dependência organizadora no seio do ecossistema. 3”
A colocação da natureza como uma totalidade complexa, sanciona a nossa proposta da necessidade da existência de uma Ecologia Sistêmica, de igual forma que a imposição do surgimento de uma Biologia Sistêmica.
Semelhantemente a todos os sistemas abertos que estabelecem constantes relações (estruturais, organizacionais e funcionais) entre todos os seus elementos componentes (subsistemas), o ecossistema só pode ser enfocado, também, como um sistema e, por isso mesmo, abordado sob uma visão sistêmica.
Todas as atividades de um sistema como ocorrecom próprio ser humano, são relações de intercâmbios internos (intra-sistêmicas ou inter-subsistemas) e, também relações do todo com o seu exterior - ambiente, entorno, ecossistema - o que pode ser sintetizado como relações de trocas de matéria, energia e informações.
Esta tríade, em virtude de as informações serem sempre mediadas pormatéria e energia, poderia ser simplificada ou reduzida a dois termos (matéria e energia) e, em razão da unidade da matéria e da energia,seria possível empregar um só desses termos (matéria ou energia), entretanto, preferimos utilizar, sempre, a tríade: matéria, energia e informações, estratégia mais vantajosa, uma vez que, cada uma delas tem seu papel específico, atendendo melhor ás razões didáticas, à lógica, aos propósitos e finalidades deste trabalho.
Em virtude de que os intercâmbios entre osistema e o ambiente afetam a ambos mutuamente, seria considerado reducionista o estudo de qualquersistema que não abranja, também, o do seuambiente.
No intuito de sanar este caráter fragmentário, reducionista, propomos que, na abordagem de quaisquer sistemas, deva mos acrescentar, sempre, o exame de sua dimensão ambiental (ecológica), mediante a aplicação dos conceitos da Ecologia.
A ecologia, nos dias presentes, deve ser considerada em seu sentido mais amplo, abrangente e irrestrito, visualizando o próprio ambiente, como umsistema, estudando-o não só sob a abordagem ecológica, mas, concomitantemente, através doenfoque sistêmico, o que não só caracteriza como justifica nossa proposta de uma Ecologia Sistêmica.
Percebida e assimilada a Ecologia em sua dimensão atual, a visão ecológica, aliada ao enfoque sistêmico, permitirá uma abordagem de natureza, ainda mais abrangente, ao constituírem avisão sistêmica ecológica, referencial obrigatório para o estudo das relações e interações dos sistemascom o ambiente que os envolve e vice-versa.
Esta perspectiva é, sobretudo, imprescindível, quando se aborda a complexidade do sistema humano e de seus metassistemas (família, comunidade, sociedade).
Segundo Pierre Aguesse,4” a par da sua concepção clássica, a ecologia deve "incluir o Homo Sapiens e suas atividades", pois "a ecologia não é mais apenas a ciência do naturalista, de vez que disciplinas tão variadas como o direito, a economia, a sociologia, etc. devem estar incluídas no seu campo de investigação", resultando em verdadeira ciência o homem.
Uma visão ecológica do homem sugere o seu estudo, de maneira dissociada seu contexto sócio-ambiental, através da Ecologia Social
Para Bougley,5” a ecologia "antes era disciplina um tanto difusa e incoordenada que lutava para abarcar estudos como a fisiologia, a genética e a evolução".
Podemos incluir as atividades laborais comorelações ecológicas (um aspecto da ecologia humana), pois se trata de uma ação do ser humanosobre o ambiente e/ou sobre outros sistemassituados, também, no ambiente, inclusive os outrossistemas humanos, cuja interação implica em afetação mútua e recíproca.
Estas relações podem ser traduzidas comotrocas de matéria, energia ou informações entre otrabalhador e o ambiente, ou mais apropriadamente como uma transferência de entropia negativa(negentropia) do corpo humano para o ambiente de trabalho e/ou para o objeto trabalhado.
Hoje em dia, um processo de globalizaçãocrescente está curso, em escala planetária, nos diversos setores da sociedade, afetando todos os seres humanos, indistintamente, principalmente os trabalhadores e os segmentos mais discriminados da sociedade, em virtude da maior dificuldade para adaptação às condições de mudança.
A globalização estabelece um sistema de “vasos comunicantes” entre todos os processos sociais, sobretudo de natureza cultural, política e econômica. Este fato vem reforçar a necessidade e está, mesmo, a impor uma mudança de paradigma e uma nova abordagem da realidade.
A globalização é conseqüência lógica da evolução e rapidez dos meios de transporte, do desenvolvimento dos processos de comunicação, da transmissão instantânea das informações e, da informatização de variados setores da sociedade, tudo em nível planetário.
Este fenômeno avança a cada dia e veio para ficar, para permanecer, por isso, teremos de assimilar aglobalização, com as suas virtudes e seus efeitos colaterais, queiramos ou não, já que ela constitui uma realidade, quer seja ou não de nosso agrado.
Não adianta permanecermos à maneira de um cachorro que late diante da lua ou tomar atitude de avestruz, enterrando a cabeça na areia, diante do vento.
Em face deste processo globalizante, oambiente ou ecossistema em que o homem vive tem dimensão planetária: a aldeia global referida porMcLuhan11.
Em relação aos efeitos danosos da era daglobalização, um dos antídotos é o conhecimento e a utilização do Sistemismo e das metodologias dele decorrentes, o que se torna, cada dia, mais necessário, a fim de melhor entender esse processo globalizante e, conseqüentemente, lutar contra suas conseqüências nefastas e capacitando-nos para, ao mesmo tempo, aproveitarmos as suas potencialidades benéficas, entre as quais se destaca os projeto de inclusão digital que permitirá a universalização do acesso às informações pelos setores mais oprimidos da sociedade, como instrumento de ascensão social.
.A Teoria Geral dos Sistemas12(Sistemismo) e o Sistemismo Ecológico Cibernético se credenciam como teorias da globalização e, por isto afirmamos que desconhecê-las é se tornar incapacitado para aceitar a inexorabilidade desse processo, para compreender as suas repercussões e atuar em função da possibilidade de evitar seus efeitos danosos.
Seus reflexos se fazem notar no sistema antropossocial, como um todo, no futuro das empresas e, na vida de cada ser humano, impedindo-lhes de usufruir as suas potencialidades benéficas e de se expressar em toda a plenitude.
O Sistemismo, estabelecido há meio século, foi capaz de prever o surgimento desta nova realidade e pretendeu representar uma etapa decisiva na construção e evolução de um referencial capaz de corresponder às necessidades dos tempos modernos.
Esta metodologia, reforçada através da contribuição da Cibernética e da Teoria da Informação, enfatiza o equilíbrio dos sistemas,entre os quais o do corpo humano, enquanto ampliada pelo concurso da Ecologia, extrapola o âmbito do sistema, para abranger, também, oambiente (sistema ambiental), em que o sistemaem causa está inserido.
Ao longo do processo VIDA, o estado deequilíbrio, a homeostasia, a saúde, seria uma condição natural do ser humano, enquanto que o fenômeno doença representaria, simplesmente, intercorrências, em determinados instantes da sua trajetória vital.
O evento patológico corresponde à resultante dos efeitos, concomitantes, de potencialidades genéticas e de inadequadas relações ser humano com o ambiente,que podem ser traduzidas por impróprias relações de intercâmbio de matéria, energia e informações entre o sistema humano e o ambiente em que vive.
Atualmente, as condições ambientais se deterioram progressivamente, mercê das ações deletérias do homem sobre o ambiente, resultante, dentre outras causas, da voracidade econômica, provocando a destruição da natureza e minimizando, quase sempre, os dispêndios com medidas de sua conservação e com atividades de saneamento básico.
O saneamento básico representa o “primo pobre” das obras de infra-estrutura, por aparecer menos que as pontes, as estradas e os hospitais, não têm merecido a necessária atenção dos administradores, apesar de seus enormes dividendos auferidos pela população, expressos por benéficos reflexos, principalmente, no âmbito da saúde pública.
As referidas condições são potencializadas pela ausência ou insuficiência de outras providências profiláticas e de ações controladoras da poluição, provocando a degradação do ecossistema, condições agravadas por inadequada consciência ecológica,individual e coletiva.
O Sistemismo preconiza uma visão ouabordagem sistêmica dos elementos constituintes da realidade, inclusive, do próprio homem (sistema humano).
Com fundamento nas idéias expostas, apresentamos três dentre osPrincípios do Sistemismo Ecológico Cibernético, objeto deste livro:
1 - Princípio da Universalidade Ecológica
A abordagem de quaisquer sistemas - físicos, biológicos, tecnológicos e antropossociais - deverá, necessariamente, abranger a focalização de seus metassistemas e do ambiente em que se acham inseridos, mormente as referentes às relações de trocas de matéria, energia e informações entre o sistema e seus subsistemas e, de ambos com o ambiente.
O homem, ao transformar o ambiente, mudou, também, de maneira acentuada e drasticamente, o espectro nosológico.
No passado, as doenças dependiam, além dos fatores genéticos, predominantemente, de condições preexistentes na natureza (ambientes físico e biológico), que ainda condicionam variadas patologias, características das regiões subdesenvolvidas.
Presentemente, a etiologia das doenças está grandemente relacionada com fatores determinantes e condicionantes sociais (ambientes tecnológico e social), mais acentuadas nas áreas desenvolvidas, coexistindo, entretanto, ambas as condições, nas regiões em desenvolvimento.
Dos grandes flagelos que assolam, presentemente, a humanidade inteira, inclusive os habitantes dos países desenvolvidos, dois, antagônicos se destacam, pela amplitude e conseqüências: de um lado a desnutrição, a fome crônica e, de outro a “hipernutrição” (obesidade), - esta, correspondente, de um modo geral, a uma desnutrição qualitativa -ambas, de caráter endêmico e planetário.
Na verdade, a fome e a obesidade constituem duas enormes pandemias que atingem quase a totalidade dos habitantes da Terra, excetuando, apenas, uma pequena faixa intermediária (“bord line”) da população, passível de ser considerada em estado de higidez.
Com relação à hostilidade do ambiente, o ser vivente pode se comportar de uma, ou mais, das seguintes maneiras:
· Adapta-se ao ambiente;
· Transforma o ambiente;
· Muda de ambiente ou
· Sucumbe.
A introdução da visão ecológica neste trabalho decorre da importância dos efeitos do ambiente sobre todos os seres vivos e, sobre a totalidade dossistemas nele contidos, mormente, os que envolvem ohomem e à sociedade.
A enfatização da ecologia não se faz em detrimento do ser humano, como ocorre com determinado ecologismo vigente, através do qual, alguns “ambientalistas”, ou seja, supostos ecologistas, privilegiam o ambiente, em detrimento do homem.
“A nova consciência ecológica deve mudar a idéia de natureza, tanto nas ciências biológicas (para as quais a natureza não passava de selecionadora dos sistemas vivos e não era ecossistema integrador desses sistemas) quanto nas ciências humanas (em que a natureza era amorfa e desordenada). Outra coisa que deve mudar é a concepção da relação ecológica entre um ser vivo e o seu meio ambiente. Segundo o antigo biologismo o ser vivo evoluía no seio da natureza, limitando-se extrair dele energia e matéria, dele dependia unicamente no que se referia a alimentação e suas necessidades físicas. É a Schrödinger, um dos pioneiros da revolução biológica, que devemos a idéia capital de que o ser vivo não se alimenta só de energia, mas também de entropia negativa. (Schrödinger, 1945), isto é de organização complexa e informação. Esta proposição foi desenvolvida diversamente e pode-se afirmar que o ecossistema é co-organizador e co-programador do sistema vivo que se encontra integrado nele (Morin, 1972). Esta proposição apresenta uma conseqüência teórica muito importante: a relação ecossistêmica não é uma relação entre duas entidades estanques; trata-se de uma relação integrativa entre dois sistemas abertos em que cada um é parte do outro, constituindo um todo. 13”
Há uma interação entre os sistemas vivos e osistema ambiental, constituindo um todo em que ambos se afetam mutuamente, correspondendo a um processo integrativo, em que um é parte do outro, formando, na realidade, um novo sistema de maior amplitude, de natureza mista: o sistema vivo/ecossistema.
“Enquanto a Ecologia modifica a idéia de natureza, a etologia modifica a idéia de animal. Até então, o comportamento animal parecia ora comandado por reações automáticas ou reflexos, ora por impulsos automáticos ou “instintos”, ao mesmo tempo cego e extralúcidos, cuja função era satisfazer as necessidades de proteção, de sobrevivência e de reprodução do organismo. Ora, as primeiras descobertas etológicas indicam que o comportamento animal é, ao mesmo tempo organizado e organizador. Primeiramente surgiram as idéias de organização e território. Os animais comunicam-se, isto é, exprimem de um modo que é recebido como uma mensagem e interpretam comportamentos específicos como mensagens (Sebeok,1968).14”
A influência constante e permanente doambiente sobre o sistema humano e seu comportamento, pode ser expressa pelo acoplamento do Enfoque Sistêmico com a Visão Ecológica, como se verá no Princípio da Ecologia Sistêmica, o qual consta do capítulo III.
A expressão vulgar: “o homem é produto do meio” tem seu fundamento, desde que se lhe acrescente o outro fator, preponderante, o seu patrimônio genético.
Com apoio nesta assertiva, formulamos o:
2 - Princípio Genético-Ambiental
O ser humano é, em cada instante de sua trajetória existencial, a resultante dos efeitos de dois componentes: um genético, expresso pelo conteúdo informacional (instruções codificadas em linguagem cromossômica), equivalente a um projeto inscrito no seu genoma e, outro, correspondente ao impacto ambiental sobre patrimônio genético, produzindo conseqüências cumulativas, cuja historicidade, acrescida dos resultados instantâneos desses fatores, em cada momento considerado, extrapolando para abranger o seu vir-a-ser, tudo sintetizado como o somatório cumulativo das conseqüências das trocas de matéria, energia e informações entre o organismo e o ambiente, ocorrentes no decurso de todo o processo “vida”, incluindo as potencialidades, os projetos e o devir desses intercâmbios.
- Corolários:
- O ser humano é, em determinado instante de sua trajetória existencial a resultante dos efeitos conjuntos da sua programação genética, expressa em linguagem cromossômica e, da história, adicionada da ação instantânea das trocas de matéria, energia e informações intra-sistêmicas e, do organismo, em sua totalidade, com o ambiente, incluindo, também, o seudevir.
- O homem é, em cada instante considerado, o seu passado, seu presente instantâneo e o seu futuro.
- O presente, o passado e, o vir-a-ser do ser humano estão na dependência das informaçõesarmazenadas no seu código genético e dos efeitos cumulativos (históricos, instantâneos e futuros), decorrentes das ações de trocas de matéria, energia e informações entre o referido ser e o ambiente.
Este Princípio poderia, também, ser designado como Princípio Genético (Histórico-Instantâneo-Futuro)-Ambiental.
Ao encerrarmos este capítulo, insistimos em reafirmar o grande poder de síntese da Teoria Geral dos Sistemas 13, o que se torna evidente, ao permitir relacionar tudo que existe no universo em, apenas, quatro linhas de sistemas:
- um sistema físico que vai do átomo ao Universo físico;
- um sistema biológico - desde o vírus até ao homem;
- um sistema tecnológico - iniciando com a flecha (ou qualquer outro instrumento, mais primitivo ainda, para chegar aos engenhos espaciais);
- um sistema antropossocial - a partir da família até a sociedade planetária
Com base nesta síntese, conclui-se que, dentro de uma perspectiva sistêmica da Ecologia, consideramos o ambiente, (também um sistema) que envolve o sistema, objeto de estudo ou de qualquer outro, como sendo integrado por elementos de cada uma destas linhas de sistema.
Isto equivale a conceber o ambiente, em sua totalidade, integralidade e abrangência, como constituído por elementos representativos das quatro linhas de sistemas referidas (ambiente físico, biológico, tecnológico e antropossocial), o que corresponde ao enfoque sistêmico da Ecologia e, permite caracterizar, assim, uma Ecologia Sistêmica.
O enfoque sistêmico (Sistemismo), referido no Capítulo anterior e, a visão ecológica, tratada neste Capítulo, serão focalizados, conjuntamente, a seguir, sob a designação de abordagem sistêmica ecológica ou Sistemismo Ecológico, correspondente ao primeiro e ao segundo degraus do processo de elaboração da metodologia sistêmica ecológica cibernética informacional, abreviadamente, Sistemismo Ecológico Cibernético.
Todos os direitos reservados aos autores
copyright Ó by Edson N. Paim e Rosalda C.N. Paim
Diagramação: Marcos A. de Oliveira
Técnico em Informática
Dados Internacionais de catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Paim, Edson N.
Paim, Rosalda C. N.
Sistemismo Ecológico Cibernético / Edson N. Paim, Rosalda Paim
Técnica: Marcos Antônio de Oliveira - Lambari (MG);
Cel Informática & Editoração Ltda., 2004. 342 p.
1 - Sistemismo Ecológico Cibernético - Um Paradigma Holístico
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